segunda-feira, 23 de março de 2020

Primeira Guerra Mundial - 9 ano


Sugestão de documentário abaixo, é só clicar no link.



Grande Guerra, como foi chamada por seus contemporâneos, antes de acontecer a Segunda Guerra Mundial, envolveu países de diversos continentes. A disputa era liderada por dois blocos que se enfrentaram: a Tríplice Aliança, composta por Alemanha, Áustria e Itália e; a Tríplice Entente formada por França, Inglaterra e Rússia.
Estes países já haviam passado pelo processo de unificação territorial que ocorreu na Europa em meados de 1848.

Primeira Guerra Mundial

Primeira Guerra Mundial, que durou de 1914 a 1918, foi um conflito político e militar entre as principais potências econômicas do início do século XX. A Grande Guerra devastou as nações envolvidas, gerando traumas, problemas econômicos e muitas outras consequências que falaremos mais a frente.
Para compreender os motivos e as consequências de uma das guerras mais devastadoras é preciso retomar alguns aspectos e o cenário político e econômico mundial.
Além do enfrentamento direto das nações citadas, outras dezenas de países se envolveram na Primeira Guerra Mundial, como por exemplo Brasil, Estados Unidos, Itália, Portugal, China, Império Turco-Otomano, entre outros. O saldo final do conflito contabilizou mais de 10 milhões de mortos, entre militares e civis e mais de 20 milhões de feridos.

Causas da Primeira Guerra Mundial

As motivações para o desencadeamento da Primeira Guerra Mundial aconteceram ao longo do século XIX e XX e foram se somando até que o conflito eclodiu de fato.
Entre o final do século XIX e início do século XX, o mundo encontrava-se dividido e explorado pelas grandes potências europeias e os Estados Unidos. Em todos os cinco continentes havia dominação imperialista e as grandes potências brigavam para expandir seus territórios.
Devido ao desenvolvimento das indústrias e da economia de forma geral, o Império Alemão chegou a superar a Inglaterra em vários setores. Os alemães tomaram o mercado antes dominados pelos ingleses na Europa e no Oriente. A consagrada marinha inglesa se via ameaçada pelo grande crescimento da marinha alemã e temia a perda da sua hegemonia.
Em 1870, a Alemanha já tinha ganhado outro inimigo ao vencer a França na Guerra Franco-Prussiana, conquistando a região da Alsácia-Lorena. Com a derrota, os franceses tiveram que entregar a região rica em jazidas de ferro e carvão mineral. Nos anos seguintes os franceses sentiram-se humilhados por terem que importar carvão dos alemães.
Enquanto os germânicos começavam a colecionar inimigos, o governo e a imprensa tentavam convencer a população de que uma guerra seria benéfica. Junto ao crescimento econômico, o discurso inflamado e a propaganda, a tensão entre as nações europeias estava prestes a explodir.
Por ter chegado atrasada na distribuição das colônias na Ásia e na África, a Alemanha e a Itália ficaram apenas com as “migalhas do banquete imperialista”. Para conseguir mais colônias, uma solução apontada pelo governo germânico era atacar e dominar os países já colonizados.
Enquanto todos esses eventos aconteciam na Europa ocidental, no lado oriental do continente a Rússia, governada por um Cezar (imperador), tinha interesses em estender seu território na região dos Bálcãs. O problema é que o Império Austro-Húngaro pretendia a mesma coisa.
Como o Império Austro-Húngaro era formado por vários povos, entre eles os tchecos, eslovacos, croatas, poloneses e sérvios, a Rússia pretendia criar um Estado único para unir todos os povos eslavos, o que ficou conhecido como pan-eslavismo. Para isso, começou a estimular a revolta anti-austríaca.

Política das alianças

Diante de tantas tensões e faíscas, os países europeus começam a criar alianças para que houvesse apoio entre ambas caso uma delas fossem atacadas. Além disso, as alianças envolviam acordos políticos, militares e financeiros secretos.
As alianças foram divididas da seguinte forma:
  • Tríplice Aliança: formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha (mais tarde a Itália entra para a Tríplice Entente).
  • Tríplice Entente: formada em 1907 por Rússia, Grã-Bretanha e França.

Estopim da Primeira Guerra Mundial

Com toda essa situação crítica, a Europa tornou-se um barril e pólvora. O pavio desse barril foi aceso quando o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, resolveu visitar Sarajevo, capital da Bósnia. Enquanto o futuro rei da Áustria desfilava em carro aberto pelas ruas de Sarajevo, um terrorista da organização mão-negra disparou contra Ferdinando.
A Áustria acusou a Sérvia de estar envolvida no atentado e a troca de insultos culminou na troca de tiros em 1914. A partir daí, a Rússia declarou guerra à Áustria; Alemanha declarou Guerra à Rússia e França e Inglaterra entraram no conflito logo em seguida. A Itália tinha recebido a promessa de obter territórios que estavam dominados pela Áustria, por isso, entrou para o lado da Tríplice Entente.

Fases da Primeira Guerra Mundial

Primeira Guerra Mundial
Primeira Guerra Mundial pode ser dividida em três fases. A primeira fase é conhecida como Guerra de Movimento (1914), a segunda fase é a Guerra de Trincheiras (1915 – 1917) e, por fim, a Segunda Guerra de Movimento ou Fase Final (1918).
Nos primeiros meses as tropas tiveram como estratégia a movimentação e a ocupação dos fronts. Os alemães se movimentaram rapidamente e em poucas semanas já estavam próximo de Paris.
A partir de 1915, a segunda fase tinha como estratégia tentar conservar as posições dos fronts sem perder território para os inimigos. As trincheiras eram complexos de túneis, valas e abrigos. Ali os soldados lutavam, dormiam e comiam. Contudo, estavam expostos aos ataques aéreos, armas químicas e doenças. Os fronts eram protegidos com cercas de arames, colunas de ferros e sacos de areia.
A Guerra de Trincheira foi o período mais sangrento dessa batalha. Os conflitos aconteciam, quase sempre, nas áreas rurais e as conquistas territoriais eram lentas. Nesse período os dois blocos estavam equilibrados e a guerra ainda não apontava um vencedor.
A terceira e última fase foi marcada pela entrada de novas armas e um contingente grande de soldados enviados pelos Estados Unidos para o bloco da Entente. Em 1917, devido a um processo revolucionário (a Revolução Russa), a Rússia deixou a guerra.
A chegada dos norte-americanos possibilitou a invasão da Itália e da França. No final de 1918, já com sinais de fracasso, o povo alemão pressionou o rei Guilherme II que abdicou do trono. Em seguida foi instaurada a república no país e a Alemanha teve sua derrota decretada na Primeira Guerra Mundial. A paz só foi de fato estabelecida em 1919, depois da assinatura do Tratado de Versalhes

Consequências da Primeira Guerra Mundial

Dentre as principais consequências da Primeira Guerra Mundial, podemos destacar cerca de  milhões de mortos entre civis e militares o que provocou uma mudança no mapa da Europa. Os países derrotados entraram em grandes crises, problemas sociais como o desemprego, fome, pobreza e grande instabilidade política e social, fato que favoreceu o surgimento de regimes totalitários anos depois na Europa.
Além disso, é fundamental compreender o Tratado de Versalhes assinado em 1919, na qual a Alemanha foi considerada responsável pela guerra e deveria pagar indenização aos países vitoriosos. Neste tratado a região da Alsácia-Lorena foi reincorporada à França e os alemães foram proibidos de continuar com a produção de armamento.
Por fim, houve a criação da Liga das Nações, uma organização internacional com objetivo de reunir as potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial para negociar acordo de paz e evitar novos conflitos mundiais. Sua criação foi baseada nos 14 pontos do presidente americano Woodrow Wilson, em que consistia em bases fundamentais para a reorganização ordem mundial no pós-guerra.

Brasil na Primeira Guerra Mundial

participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial foi tímida e aconteceu apenas no último ano, a partir 1917. Não houve envio de soldados brasileiros para as batalhas. Após o ataque de um navio brasileiro carregado de café por navio alemães, o Brasil declarou guerra à Tríplice Aliança.
A participação brasileira se deu através do envio de equipes médicas, de armamentos e equipamentos de soldados, além da exportação de produtos agrícolas como café, borracha, açúcar e demais gêneros aos aliados da Entente.
Agora que você estudou sobre a Primeira Guerra Mundial, que tal praticar alguns exercícios para fixar o conteúdo e aprimorar seus conhecimentos?
Além disso, você também pode ter acesso a essa e outras matérias através de um Plano de Estudos personalizado! Faça já o seu e fique mais próximo da vaga na Universidade dos sonhos.



sexta-feira, 20 de março de 2020

MESOPOTÂMIA - GRANDES CIVILIZAÇÕES


MESOPOTÂMIA





Com o domínio da agricultura, há cerca de 10 mil anos, a humanidade deixou de ser nômade, isto é, de não ter lugar fixo para morar, sobrevivendo da caça e da coleta. Desde então, o homem começou a domesticar plantas e animais e a viver em torno de suas produções, o que levou ao surgimento da primeira civilização: a Mesopotâmia.
Na Mesopotâmia se desenvolveram várias técnicas e muitas invenções surgiram. Criaram a escrita, a roda, a astronomia e desenvolveram com muita maestria a matemática, a engenharia, entre outros conhecimentos.
Nesse super resumo da Mesopotâmia, vamos aprender sobre a importância de dois rios, a sociedade, as invenções, a arte, a religião, a economia desses povos que formaram a primeira civilização da história. Aproveite!

O que é Mesopotâmia?

A Mesopotâmia é uma das primeiras civilizações conhecidas e desenvolveu-se entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, atualmente onde é o território da Síria e, principalmente, do Iraque. Seu surgimento se deu por volta do ano 5.000 a.C.
Ao longo de aproximadamente 4.500 anos, foi habitada por diversos povos que ora conviviam em harmonia, ora se confrontavam. Entre eles, podemos citar os sumérios, acádios, amoritas (ou antigos babilônios), assírios e caldeus (ou novos babilônios).
Esses povos trocaram suas culturas entre si. Assim, por exemplo, a língua, a escrita e a religião passaram a ser características comuns dos mesopotâmicos. Por essa razão, todas essas sociedades citadas acima, podem ser estudadas em conjunto, formando uma única civilização.

O que significa Mesopotâmia?

A palavra Mesopotâmia foi criada pelos gregos antigos para designar a civilização que vivia entre os rios Tigres e Eufrates. Em grego, “meso” significa “no meio” e “potamos” é rio, portanto Mesopotâmia é “aqueles que estão entre os rios”, ou, também, “terra entre rios”.
Lembrando que os próprios mesopotâmicos não se chamavam assim durante sua história. Esse nome foi criado para se referir aos povos que citamos acima.

História da Mesopotâmia

O desenvolvimento da agricultura e a criação de animais aconteceram em diferentes momentos e lugares. A Mesopotâmia foi uma das primeiras regiões em que essas atividades ocorreram.
Inicialmente, os grupos que lá se estabeleceram eram basicamente caçadores-coletores nômades e produziam instrumentos feitos de pedra, osso e madeira. Aos poucos, esses grupos começaram a cultivar vegetais e animais. Graças à isso, eles passaram a permanecer nos lugares que ocupavam, formando as primeiras aldeias.
Entre os produtos cultivados por eles, podemos citar a cevada, a tâmara, o linho, o gergelim, a cebola, o alho, entre outros. Os primeiros animais a serem domesticados foram ovelhas, cabras, porcos, bois e outros.
É importante ressaltar que a região da Mesopotâmia é desértica, portanto, para o desenvolvimento agropecuário os mesopotâmicos aprenderam a lidar com as condições naturais. Na época das cheias, os rios transbordavam e inundavam as áreas da planície. Quando as águas baixavam, uma mistura de barro e húmus se depositavam sobre a terra, favorecendo o cultivo agrícola.
Você já deve ter visto que os egípcios também utilizavam as cheias do rio Nilo para tornar as terras cultiváveis. Por essa capacidade de aproveitar as condições naturais de rios com características parecidas, os historiadores chamam a região compreendida entre a Mesopotâmia e o Egito de “Crescente Fértil”.

As cidades da Mesopotâmia

As primeiras cidades da Mesopotâmia originaram das aldeias onde a população cresceu e seus habitantes diversificaram seus ofícios. Foi o caso, por exemplo, de Ur, Uruk, Nippur, Lagash e Eridu, que surgiram ao sul da Mesopotâmia, na Suméria, por volta de 4.000 a.C.
Nas cidades, grandes construções foram erguidas, como templos religiosos, casas, prédios públicos, ruas, pontes e palácios. Ao redor de algumas cidades foram construídas muralhas e torres de vigilância. Os templos de poder nas cidades eram os templos e o palácio real.
Ao norte, na região dos assírios, grandes cidades foram construídas também. Nínive foi chamada no Antigo Testamento de “cidade extremamente grande”. Assur foi a primeira capital do império assírio.

A família na Mesopotâmia

As famílias mesopotâmicas eram diferentes das que conhecemos hoje. São chamadas por estudiosos de “famílias alargadas”, pois eram formadas por avós, pais, filhos, tios, primos, netos, genros, noras, todos vivendo sob o mesmo teto. Ao casar, o homem levava a mulher para morar e trabalhar nas terras da família dele.
Mas essa composição familiar não foi sempre assim. Com o passar do tempo, por volta de 2000 a.C., as grandes famílias deram lugar às famílias mais restritas, compostas por pais, filhos e algumas pessoas próximas.
Muitas famílias tinham seus próprios campos, plantações e rebanhos. Graças às riquezas das terras férteis, algumas dessas famílias tornaram-se mais poderosas que outras. Assim, começaram a surgir as primeiras desigualdades econômicas.

A religião na Mesopotâmia

Os povos mesopotâmicos eram politeístas, ou seja, cultuavam diversos deuses ao mesmo tempo, muitos relacionados à natureza. Por exemplo, Anu era considerado o deus do céu; Ishtar era a deusa da fertilidade e do amor; Enlil era do deu do ar; Shamash a divindade do sol e da justiça.
Eles acreditavam que após a morte o espírito das pessoas ia para um mundo inferior, um lugar sem retorno. Por esse motivo, homens e mulheres queriam aproveitar ao máximo suas vidas, e talvez, por isso, a juventude era considerada a melhor etapa da vida.
As cidades tinham um deus protetor, e os moradores construíam um templo para esse padroeiro. Mas algumas cidades tinham templos para vários deuses. Só na Babilônia havia cerca de 50 construções dedicadas à religião.
No templo, os sacerdotes conduziam as cerimônias religiosas. Eles também exerciam atividades econômicas e influência política, sobretudo nas cidades sumérias.
Zigurate era uma típica construção religiosa. Era composto de várias plataformas, sugerindo o formato de uma torre de vários andares. No topo, era erguido o templo ao deus local. As torres também eram utilizadas como observatórios astronômico, de onde os sacerdotes observavam o céu para estudar as estrelas.

A escrita na Mesopotâmia

escrita suméria é considerada a mais antiga do mundo. Por que será eles criaram a escrita?
A vida nas cidades mesopotâmicas tornava-se cada vez mais complexa. Os sacerdotes, por exemplo, já não podiam confiar apenas na memória para registrar os empréstimos de animais, o pagamento a comerciantes, o controle de produtos estocados em seus armazéns, etc. Por isso, eles inventaram uma forma de registrar que pudesse ficar gravada, ou seja, a escrita.
A partir de 3000 a.C, o uso da escrita ganhou outros espaços e passou a servir para registrar ensinamentos religiososleis, literatura, etc. Assim, os mesopotâmicos foram os primeiros povos a registrar seu cotidiano.
Para escrever, os sumérios utilizavam uma placa de argila molhada e uma peça de madeira ou metal em forma de cunha. Foi devido a esse instrumento que a escrita ficou conhecida como cuneiforme. Depois era só cozinhar a argila no forno para que a placa ficasse rígida e os registros gravados.

Direito na Mesopotâmia

Foi na Mesopotâmia que criaram as primeiras leis escritas. O código mais antigo que se tem conhecimento é o Código de Hamurabi, rei da Babilônia.
O chamado Código de Hamurabi reunia normas sobre diversos assuntos da vida cotidiana. Trava de crimes, questões comerciais, divisão social, casamento, herança, etc. Esse conjunto de leis instituiu o princípio (ou lei) de Talião. Uma vítima poderia se vingar praticando o mesmo mal recebido pelo seu agressor. O princípio de Talião proporcionou a conhecida frase: “olho por olho, dente por dente”.
Todas essas normas foram estabelecidas a partir de costumes que já eram praticados entre os povos da Mesopotâmia, mas só foram organizadas em forma de leis a partir da escrita.

Política na Mesopotâmia

A partir do ano 2.000 a.C., o poder do rei começou a ser passado a seus parentes, dando origem às monarquias hereditárias. Na sociedade mesopotâmica, o poder do rei estava ligado à religião, pois ele era visto como uma pessoa enviada por deus para governar aquela sociedade. Portanto, a vontade do rei era também a vontade de deus.
Com o passar do tempo, os reis dominaram boa parte da economia, controlando uma série de oficinas, onde eram produzidos objetos de metal, cerâmica, tecidos, mobílias, etc. Com exceção da elite, o restante da população masculina livre era obrigada a fazer trabalhos para o rei. Poderia ser a construção de palácios, de muralhas da cidade, canais de irrigação, celeiros, etc. A imposição dessas obrigações é conhecida como servidão coletiva.

Cultura na Mesopotâmia

arquitetura desponta como uma das principais expressões artísticas da Mesopotâmia, principalmente os palácios e os templos. A escultura e a pintura faziam parte da decoração do interior das construções, e, geralmente representavam seus deuses, os reis, a vida cotidiana, os guerreiros, a criação de animais e as plantações.
Na literatura, o principal destaque é a Epopeia de Gilgamesh. Trata-se de um poema escrito pelos sumérios por volta do ano 2000 a.C. Gilgamesh era um rei de Uruk e procurava a imortalidade. A epopeia foi encontrada na antiga cidade de Nínive, em escavações arqueológicas no ano de 1849. Lendo essa história podemos observar diversos elementos da mentalidade e da cultura dos mesopotâmicos, como a busca pelo poder e a visão da vida e da morte.

Mesopotâmia e Egito

Egito e a Mesopotâmia têm muitas características em comum. Juntos, formaram as primeiras civilizações da humanidade e contribuíram com a criação e o desenvolvimento de diversas coisas que são essenciais para a vida humana moderna.
Podemos citar os rios Tigre, Eufrates e Nilo como condições fundamentais para a prosperidade das ambas as civilizações. Graças às suas cheias, as regiões desérticas que compreendiam os dois povos, eram fertilizadas e produziam muitas riquezas.
As religiões eram politeístas, baseadas em deuses ligados à natureza. Nas duas civilizações, a religiosidade estava atrelada ao poder. Servia para legitimar o poder do rei com a justificativa de ser um enviado de deus. No Egito, especificamente, o faraó era considerado o próprio deus encarnado.
Egípcios e mesopotâmicos coexistiram e fizeram grandes trocas culturais, praticaram o comércio entre seus povos e despontaram como grandes civilizações.

Características da Mesopotâmia

Vimos muita coisa sobre a Mesopotâmia até aqui. Aprendemos sobre cultura, religião, história, política… Vamos analisar, através de um esquema, as principais características dos povos mesopotâmicos e ressaltar as coisas mais importantes que você precisa saber.
  • Sociedade hidráulica (dependência dos rios Tigre e Eufrates);
  • Religião politeísta (crença em vários deuses);
  • Monarquia hereditária (poder passado de pai para filho);
  • Invenção da escrita (cuneiforme);
  • Desenvolvimento da agropecuária;
  • Criação de códigos registrados através da escrita (Código de Hamurabi);
  • Coexistência de vários povos (sumérios, acádios, caldeus, amoritas e assírios);
  • Surgimento da astronomia (observação do céu pelos sacerdotes).

Curiosidades da Mesopotâmia

Por ter sido a civilização mais antiga, os mesopotâmicos foram precursores de várias invenções e tecnologias da humanidade. Foram eles que chegaram na frente ao descobrir várias técnicas, formas de construção, desenvolvimento agrícola, etc.
A roda, por exemplo, foi inventada há cerca de 6 mil anos para o transporte de grandes blocos de pedras utilizadas nas construções de templos e palácios. Mais tarde esse invento revolucionou os transportes e proporciona hoje a utilização de carros, aviões, bicicletas, etc.
Os canais e diques utilizados na irrigação das lavouras até os dias atuais, também foram criados pelos mesopotâmicos diante da necessidade de levar água para plantações mais distantes das margens dos rios Tigre e Eufrates.
Na matemática, desenvolveram cálculos, números e formas de calcular áreas. Graças à necessidade de construir templos e palácios, a matemática teve que ser aprimorada.
História é mesmo uma matéria incrível. Por meio dela, descobrimos como viviam os povos antigos e quais legados eles nos deixaram. Podemos perceber como os objetos, as técnicas, as formas de pensar foram se desenvolvendo há milhares de anos até que cheguem aos dias atuais cada vez mais aperfeiçoados.
E nós? O que deixaremos como legado para as futuras gerações? Daqui 2 mil anos o que falarão sobre nossa cultura, política, religião? Qual o seu papel na sociedade?
Não fique esperando o tempo passar. Seja agente da sua própria realidade. 


quinta-feira, 19 de março de 2020

FEUDALISMO - RESUMO

FEUDALISMO



Definição
  • Modo de produção ou sistema econômico, político e social típico da Idade Média.
Origens
  • Crise do escravismo romano;
  • Invasões bárbaras;
  • Ruralização;
  • Costumes romanos:
    • Servidão;
    • Colonato;
    • Cristianismo;
    • Latim.
  • Costumes bárbaros:
    • Direito consuetudinário;
    • Comitatus;
    • Economia natural.

Sociedade Feudal

  • Sociedade estamental = sem mobilidade social
Grupos sociais (Estamentos)
  • Clero = membros da Igreja;
  • Nobreza = senhores feudais (grandes proprietários rurais);
  • Vilões = trabalhadores livres (antigos pequenos proprietários);
  • Servos = trabalhadores presos à terra.

Economia Feudal

  • Feudo = unidade básica de produção:
    • Manso senhorial = área de uso exclusivo do senhor feudal;
    • Manso servil = área cedida ao servo para seu sustento;
    • Terras comunais = áreas de uso coletivo (campos e bosques).
  • Economia agrícola;
  • Economia autossuficiente;
  • ↓ Produtividade;
  • ↓ Comércio;
  • Economia amonetária (trocas in natura).


Relações Servis de Produção: Senhor Feudal e Servos

  • As relações eram regidas por obrigações dos senhores feudais e dos servos
Senhores feudais
  • Trabalho para o sustento dos servos
  • Proteção aos servos
Servos
  • Corveia = trabalho compulsório nas terras do senhor feudal (manso senhorial)
  • Talha = pagamento de parte da produção dos servos no manso servil
  • Banalidades = taxa para a utilização das instalações do feudo (forno, moinho, etc.)
  • Tostão de Pedro (vintém) = taxa paga à Igreja (dízimo)

Política Feudal: Suserania e Vassalagem

  • Poder descentralizado = fragmentado nas mãos de diversos senhores feudais;
  • Relações de Suserania e Vassalagem = relações de dependência mútua entre nobres:
    • Suserano = doador da terra;
    • Vassalo = recebedor da terra (feudo = benefício).

Cultura

Igreja Católica
  • Instituição de maior influência na Idade Média;
  • Grande senhora feudal;
  • Monopólio da cultura e da educação.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO - ISLAMISMO E FEUDALISMO - CLIQUE AQUI

ILUMINISMO - RESUMO



ILUMINISMO.


MATÉRIA RELEVANTE PARA GALERA DO 8º ANO DO FUNDAMENTAL E 2º ANO DO MÉDIO. SEGUE UM PEQUENO RESUMO PARA VOCÊS E TAMBÉM O LINK DE DOIS VÍDEOS DO CANAL O PRIMEIRO COM UM RESUMO PEQUENO SOBRE O CONTEXTO GERAL DO TEMA E O SEGUNDO COM A PRIMEIRA DE 3 AULAS COM O CONTEÚDO MAIS EXPLANADO.

O Iluminismo é um termo abrangente, que reúne muitos pensadores, em mais de um século, mas chamado genericamente de “século das luzes”, em referência à razão.

Ou seja, um período intelectual em que diversos filósofos procuraram estabelecer a razão (a racionalidade), acima da fé, da religiosidade e também, da tradição monárquica.

Mas, para que você saiba exatamente o que foi o Iluminismo, vamos com calma, seguindo esses tópicos:

O Iluminismo: resumo;
Síntese das ideias iluministas;
As características do Iluminismo: da França para o mundo;
Quais os principais pensadores iluministas;
O que foi o Iluminismo no Brasil.
Preparado? Então venha conosco saber tudo sobre o movimento Iluminista, essa escola de pensamento que tem influência sobre nossa sociedade até hoje.

O Iluminismo: resumo

Iluminismo é o nome que damos a um conjunto de obras filosóficas e pesquisas científicas, desenvolvidas na Europa a partir do século XVII (anos 1600).

Um período em que o continente vivia uma renovação cultural e científica marcante, sendo que as grandes navegações já haviam revelado quase todo o globo terrestre. Ao mesmo tempo, inovações científicas surgiam em praticamente todas as áreas da atividade humana.

Naquele contexto, o pensamento iluminista teve seus primeiros representantes, ainda sem serem identificados como tais. Isaac Newton (1643-1727), por exemplo, é um dos grandes pensadores do período e você deve conhecê-lo como o pai da teoria da gravidade.

Ou seja, apesar de hoje pensarmos o Iluminismo como um movimento iluminista ou como uma escola filosófica, na prática, não havia um único movimento.

O que havia era um contexto social que permitia a muitas pessoas brilhantes pesquisarem, escreverem e difundirem suas descobertas e teorias.

Concluindo e respondendo a pergunta o que foi o Iluminismo, podemos dizer que se tratava de uma forma de pensar o mundo e as sociedades humanas.

Um novo modelo, que ia contra a igreja e a monarquia absolutista, inspirando a classe burguesa a procurar alterar as estruturas sociais.

Ideias iluministas

Para que você tenha um guia rápido do que o Iluminismo defendia, podemos resumir as principais ideias da seguinte forma:

A ciência e o método científico como única forma de fazer progredir a humanidade;
A necessidade de tornar todos os homens cidadãos plenos;
A necessidade de permitir que os homens se expressem livremente;
A reformulação da sociedade, eliminando privilégios da nobreza e do clero (igreja).
Estes são apenas alguns pontos e, é claro, nem todos os filósofos pensavam exatamente da mesma forma, ou estavam preocupados com as mesmas questões.

Mas, havia um sentimento geral que se encontrava nestes ideais e que mais tarde resultaria na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Esta declaração, criada durante a Revolução Francesa, se tornou um dos primeiros documentos de direitos cidadãos, inspirando as constituições de vários países pelo mundo.

igreja iluminismo

Iluminismo: principais características

Quando se fala em características do Iluminismo, trata-se basicamente das características do iluminismo francês.

Ou seja, embora estivesse por toda a Europa, o Iluminismo teve um centro de difusão e, a partir deste, teve impacto maior em alguns países que em outros.

Suas características gerais eram sempre as mesmas, a partir da certeza de que a razão era superior à fé, portanto:

negava a origem divina dos reis, porque não haviam provas desta origem;
ignorava qualquer crença religiosa que fosse contrária à evidência científica;
liberalismo econômico, ou seja, sem intervenção do Estado, por Adam Smith;
contrários ao absolutismo;
avanço da ciência e da razão;
predomínio da burguesia.

Principais pensadores iluministas

Nenhuma lista dos principais pensadores iluministas será completa, porque eram muitos e mesmo que quiséssemos falar apenas dos franceses, seria impossível.

A boa notícia para quem precisa de uma lista para exames como o Enem é que os mais cobrados costumam ser apenas quatro, todos franceses:


  • Montesquieu (1689-1755): um dos primeiros a pensar o poder do Estado separado em esferas, ou como hoje conhecemos: Executivo, Legislativo e Judiciário.
  • Voltaire (1694-1778): um dos primeiros liberais modernos, o filósofo defendia as liberdades individuais acima de tudo.
  • Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): um grande pensador humanista, que pregava a necessidade de reformar a educação, respeitando a natureza humana.
  • Denis Diderot (1713-1784): organizador da Enciclopédia (junto com d´Alembert), mas também muito conhecido por suas críticas ácidas a corte francesa.
  • O Iluminismo no Brasil
  • Assim como o Iluminismo se espalhou da França para vários lugares do mundo, também chegou ao Brasil.


Mas, o que foi o Iluminismo para nós, brasileiros? Para começar, é preciso lembrar que os ideais iluministas eram contrários à opressão e à desigualdade. Assim como eram contrários à igreja e, também, à monarquia. E o que era o Brasil no século XVIII?

Apenas uma colônia de Portugal, que sequer podia importar os livros franceses, por proibição da metrópole.

No entanto, dois fatores contribuíram para que tivéssemos acesso aos filósofos iluministas: o contrabando e os brasileiros que estudavam no exterior.

Ambos trouxeram aquelas ideias para o Brasil e, tanto aqui quanto lá, algumas revoltas se estabeleceram, entre elas:

A Inconfidência Mineira (1789);
A Conjuração Baiana (1798);
A Revolução Pernambucana (1817).
Todas foram derrotadas pelas forças portuguesas, mas até mesmo a independência brasileira, em 1822, foi influenciada pelo Iluminismo.

Ou seja, o pensamento iluminista, de caráter burguês e liberal, ecoou muito depois do século das luzes e também, para muito longe do berço francês.

Contribuiu para criar uma nova estrutura social, com reconhecimento de direitos, constituições, separação de poderes e, claro, destituiu muitas monarquias.




ILUMINISMO EM 15 MINUTOS




ILUMINISMO AULA - 1


quarta-feira, 18 de março de 2020

NÃO SEI, SÓ SEI QUE FOI ASSIM!





NÃO SEI, SÓ SEI QUE FOI ASSIM!


Quando você pensa na África o que vem a sua cabeça? Fome, Miséria, Leões, Pastagens em Savanas Douradas e Aldeias de Canibais. Se você cresceu em um ambiente parecido com o meu, estes elementos provavelmente serão os primeiros a vir a sua mente. 
Eu nunca fui a África, nunca conversei com um Africano, nunca havia pesquisado, lido um livro, assistido um documentário sobre a África até cursar a faculdade de história.
Foi ali nos bancos do Curso de Licenciatura em História, depois de gastar tempo, que descobri que a Africa tem 50 países, 1 bilhão de habitantes, cidades urbanizadas e desenvolvidas como Lagos na Nigéria ou Kinshasa no congo com 8 milhões de habitantes , que na África existem grandes industrias, e que também houveram grandes reinos como o Egito (Sim o Egito fica na África), Império Kush, Império Axum, Cartago e Vândalos, que já na Idade Média tinham sistemas de políticos, culturais e comerciais muito mais avançados que os Países Europeus ainda afundados no famigerado Feudalismo, descobri ainda que existe neve na África, bem la no topo do Kilimanjaro, além de lindas praias e de alguns dos hotéis mais luxuosos e caros do mundo.
Minhas conclusões sobre a África eram baseadas no que eu havia ouvido falar, eu compartilhava ideias que não eram minhas, eu as recebi de outros, que certamente também não conheciam o tema, ou pior eram mal intencionados. 
Minha visão sobre a África mudou depois que eu a conheci, percebe que coisa sensacional aconteceu aqui! Eu conheci a África, ou pelo menos uma parte dela que eu não conhecia. Experimentei através dos livros, imagens, vídeos, depoimentos e conversas uma África construída pelas minhas conclusões, e não a de outros.
Acredito que esta percepção equivocada em relação a África, acontece em muitos outros aspectos de nossa vida, principalmente o espiritual.
O grande problema é que a gente conhece Deus só de ouvir falar,  pelo que ouvimos da Escola, da Igreja, da Família, dos Amigos, da TV, do professor de filosofia, da Revista Super Interessante ou de qualquer outra fonte que possa existir, e tiramos nossas conclusões sobre Deus pelo que ouvimos falar. Não conhecemos Deus, não estudamos sobre Ele, não temos relacionamento com Ele e tiramos conclusões erradas, nos revoltamos e até desistimos D´Ele sem sequer o conhecermos de verdade.
Tem muita gente por ai equivocada e revoltada com Deus, gente que até desistiu e desacreditou D´Ele sem sequer O conhecer de verdade.
Antes de ficar esperando completar 18 anos pra nunca mais ter que ir igreja, ou de se declarar ateu ou agnóstico aos 14 anos, busque conhecer a Deus, com seus olhos, ouvidos, coração e mente, e então decidir o que fará com este conhecimento.



Atividade Ditadura Militar

  Título da Atividade:    Expressões Veladas: Poemas e Músicas Sobre Censura, Violência e Corrupção   Objetivo:  Desenvolver habilidades de ...