A Grande Guerra, como foi chamada por seus contemporâneos, antes de acontecer a Segunda Guerra Mundial, envolveu países de diversos continentes. A disputa era liderada por dois blocos que se enfrentaram: a Tríplice Aliança, composta por Alemanha, Áustria e Itália e; a Tríplice Entente formada por França, Inglaterra e Rússia.
Estes países já haviam passado pelo processo de unificação territorial que ocorreu na Europa em meados de 1848.
Primeira Guerra Mundial
A Primeira Guerra Mundial, que durou de 1914 a 1918, foi um conflito político e militar entre as principais potências econômicas do início do século XX. A Grande Guerra devastou as nações envolvidas, gerando traumas, problemas econômicos e muitas outras consequências que falaremos mais a frente.
Para compreender os motivos e as consequências de uma das guerras mais devastadoras é preciso retomar alguns aspectos e o cenário político e econômico mundial.
Além do enfrentamento direto das nações citadas, outras dezenas de países se envolveram na Primeira Guerra Mundial, como por exemplo Brasil, Estados Unidos, Itália, Portugal, China, Império Turco-Otomano, entre outros. O saldo final do conflito contabilizou mais de 10 milhões de mortos, entre militares e civis e mais de 20 milhões de feridos.
Causas da Primeira Guerra Mundial
As motivações para o desencadeamento da Primeira Guerra Mundial aconteceram ao longo do século XIX e XX e foram se somando até que o conflito eclodiu de fato.
Entre o final do século XIX e início do século XX, o mundo encontrava-se dividido e explorado pelas grandes potências europeias e os Estados Unidos. Em todos os cinco continentes havia dominação imperialista e as grandes potências brigavam para expandir seus territórios.
Devido ao desenvolvimento das indústrias e da economia de forma geral, o Império Alemão chegou a superar a Inglaterra em vários setores. Os alemães tomaram o mercado antes dominados pelos ingleses na Europa e no Oriente. A consagrada marinha inglesa se via ameaçada pelo grande crescimento da marinha alemã e temia a perda da sua hegemonia.
Em 1870, a Alemanha já tinha ganhado outro inimigo ao vencer a França na Guerra Franco-Prussiana, conquistando a região da Alsácia-Lorena. Com a derrota, os franceses tiveram que entregar a região rica em jazidas de ferro e carvão mineral. Nos anos seguintes os franceses sentiram-se humilhados por terem que importar carvão dos alemães.
Enquanto os germânicos começavam a colecionar inimigos, o governo e a imprensa tentavam convencer a população de que uma guerra seria benéfica. Junto ao crescimento econômico, o discurso inflamado e a propaganda, a tensão entre as nações europeias estava prestes a explodir.
Por ter chegado atrasada na distribuição das colônias na Ásia e na África, a Alemanha e a Itália ficaram apenas com as “migalhas do banquete imperialista”. Para conseguir mais colônias, uma solução apontada pelo governo germânico era atacar e dominar os países já colonizados.
Enquanto todos esses eventos aconteciam na Europa ocidental, no lado oriental do continente a Rússia, governada por um Cezar (imperador), tinha interesses em estender seu território na região dos Bálcãs. O problema é que o Império Austro-Húngaro pretendia a mesma coisa.
Como o Império Austro-Húngaro era formado por vários povos, entre eles os tchecos, eslovacos, croatas, poloneses e sérvios, a Rússia pretendia criar um Estado único para unir todos os povos eslavos, o que ficou conhecido como pan-eslavismo. Para isso, começou a estimular a revolta anti-austríaca.
Política das alianças
Diante de tantas tensões e faíscas, os países europeus começam a criar alianças para que houvesse apoio entre ambas caso uma delas fossem atacadas. Além disso, as alianças envolviam acordos políticos, militares e financeiros secretos.
As alianças foram divididas da seguinte forma:
Tríplice Aliança: formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha (mais tarde a Itália entra para a Tríplice Entente).
Tríplice Entente: formada em 1907 por Rússia, Grã-Bretanha e França.
Estopim da Primeira Guerra Mundial
Com toda essa situação crítica, a Europa tornou-se um barril e pólvora. O pavio desse barril foi aceso quando o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, resolveu visitar Sarajevo, capital da Bósnia. Enquanto o futuro rei da Áustria desfilava em carro aberto pelas ruas de Sarajevo, um terrorista da organização mão-negra disparou contra Ferdinando.
A Áustria acusou a Sérvia de estar envolvida no atentado e a troca de insultos culminou na troca de tiros em 1914. A partir daí, a Rússia declarou guerra à Áustria; Alemanha declarou Guerra à Rússia e França e Inglaterra entraram no conflito logo em seguida. A Itália tinha recebido a promessa de obter territórios que estavam dominados pela Áustria, por isso, entrou para o lado da Tríplice Entente.
Fases da Primeira Guerra Mundial
A Primeira Guerra Mundial pode ser dividida em três fases. A primeira fase é conhecida como Guerra de Movimento (1914), a segunda fase é a Guerra de Trincheiras (1915 – 1917) e, por fim, a Segunda Guerra de Movimento ou Fase Final (1918).
Nos primeiros meses as tropas tiveram como estratégia a movimentação e a ocupação dos fronts. Os alemães se movimentaram rapidamente e em poucas semanas já estavam próximo de Paris.
A partir de 1915, a segunda fase tinha como estratégia tentar conservar as posições dos fronts sem perder território para os inimigos. As trincheiras eram complexos de túneis, valas e abrigos. Ali os soldados lutavam, dormiam e comiam. Contudo, estavam expostos aos ataques aéreos, armas químicas e doenças. Os fronts eram protegidos com cercas de arames, colunas de ferros e sacos de areia.
A Guerra de Trincheirafoi o período mais sangrento dessa batalha. Os conflitos aconteciam, quase sempre, nas áreas rurais e as conquistas territoriais eram lentas. Nesse período os dois blocos estavam equilibrados e a guerra ainda não apontava um vencedor.
A terceira e última fase foi marcada pela entrada de novas armas e um contingente grande de soldados enviados pelos Estados Unidos para o bloco da Entente. Em 1917, devido a um processo revolucionário (a Revolução Russa), a Rússia deixou a guerra.
A chegada dos norte-americanos possibilitou a invasão da Itália e da França. No final de 1918, já com sinais de fracasso, o povo alemão pressionou o rei Guilherme II que abdicou do trono. Em seguida foi instaurada a república no país e a Alemanha teve sua derrota decretada na Primeira Guerra Mundial. A paz só foi de fato estabelecida em 1919, depois da assinatura do Tratado de Versalhes
Consequências da Primeira Guerra Mundial
Dentre as principais consequências da Primeira Guerra Mundial, podemos destacar cerca de milhões de mortos entre civis e militares o que provocou uma mudança no mapa da Europa. Os países derrotados entraram em grandes crises, problemas sociais como o desemprego, fome, pobreza e grande instabilidade política e social, fato que favoreceu o surgimento de regimes totalitários anos depois na Europa.
Além disso, é fundamental compreender o Tratado de Versalhes assinado em 1919, na qual a Alemanha foi considerada responsável pela guerra e deveria pagar indenização aos países vitoriosos. Neste tratado a região da Alsácia-Lorena foi reincorporada à França e os alemães foram proibidos de continuar com a produção de armamento.
Por fim, houve a criação da Liga das Nações, uma organização internacional com objetivo de reunir as potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial para negociar acordo de paz e evitar novos conflitos mundiais. Sua criação foi baseada nos 14 pontos do presidente americano Woodrow Wilson, em que consistia em bases fundamentais para a reorganização ordem mundial no pós-guerra.
Brasil na Primeira Guerra Mundial
A participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial foi tímida e aconteceu apenas no último ano, a partir 1917. Não houve envio de soldados brasileiros para as batalhas. Após o ataque de um navio brasileiro carregado de café por navio alemães, o Brasil declarou guerra à Tríplice Aliança.
A participação brasileira se deu através do envio de equipes médicas, de armamentos e equipamentos de soldados, além da exportação de produtos agrícolas como café, borracha, açúcar e demais gêneros aos aliados da Entente.
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Com o domínio da agricultura,
há cerca de 10 mil anos, a humanidade
deixou de ser
nômade,
isto é, de não ter lugar fixo para morar, sobrevivendo da caça e
da coleta. Desde então, o homem começou a domesticar plantas e
animais e a viver em torno de suas produções, o que levou ao
surgimento da primeira civilização: a Mesopotâmia.
Na
Mesopotâmia se desenvolveram várias técnicas e muitas invenções
surgiram. Criaram a escrita,
a roda,
a astronomia
e desenvolveram com
muita maestria a matemática,
a engenharia,
entre outros conhecimentos.
Nesse
super resumo da
Mesopotâmia, vamos
aprender sobre a importância de dois rios, a sociedade, as
invenções, a arte,
a religião,
a economia desses povos que formaram a primeira civilização
da história.
Aproveite!
O
que é Mesopotâmia?
A
Mesopotâmia
é uma das primeiras
civilizações conhecidas e desenvolveu-se entre os vales dos rios
Tigre e Eufrates,
atualmente onde é o território da Síria
e, principalmente,
do Iraque.
Seu surgimento se deu por volta do ano 5.000
a.C.
Ao
longo de aproximadamente 4.500 anos, foi habitada por diversos povos
que ora conviviam em harmonia, ora se confrontavam. Entre eles,
podemos citar os
sumérios, acádios, amoritas (ou antigos babilônios), assírios e
caldeus (ou novos babilônios).
Esses
povos trocaram suas culturas entre si. Assim, por exemplo, a língua,
a escrita e
a religião passaram
a ser características comuns dos mesopotâmicos. Por essa razão,
todas essas sociedades citadas acima, podem ser estudadas em
conjunto, formando uma única civilização.
O
que significa Mesopotâmia?
A
palavra Mesopotâmia foi criada pelos gregos
antigos para
designar a civilização que vivia entre os rios
Tigres e Eufrates.
Em grego, “meso” significa “no meio” e “potamos” é rio,
portanto Mesopotâmia é “aqueles que estão entre
os rios”, ou, também, “terra entre rios”.
Lembrando
que os próprios mesopotâmicos não se chamavam assim durante sua
história. Esse nome foi criado para se referir aos povos que citamos
acima.
História
da Mesopotâmia
O
desenvolvimento da
agricultura e a
criação de animais aconteceram em diferentes momentos e lugares. A
Mesopotâmia foi uma das primeiras regiões em que essas atividades
ocorreram.
Inicialmente,
os grupos que lá se estabeleceram eram basicamente
caçadores-coletores
nômades
e produziam
instrumentos feitos de pedra,
osso e
madeira.
Aos poucos, esses grupos começaram a cultivar
vegetais e animais.
Graças à isso, eles passaram a permanecer nos lugares que ocupavam,
formando as primeiras
aldeias.
Entre
os produtos cultivados por eles, podemos citar a cevada,
a tâmara,
o linho,
o gergelim,
a cebola,
o alho,
entre outros. Os primeiros animais a serem domesticados
foram ovelhas,
cabras, porcos, bois e
outros.
É
importante ressaltar que a região da Mesopotâmia é desértica,
portanto, para o desenvolvimento agropecuário os mesopotâmicos
aprenderam a lidar com as condições naturais. Na época das
cheias, os rios
transbordavam e
inundavam as áreas da planície. Quando as águas baixavam, uma
mistura de barro e húmus se depositavam sobre a terra, favorecendo
o cultivo
agrícola.
Você
já deve ter visto que os egípcios também
utilizavam as cheias do rio
Nilo para
tornar as terras cultiváveis. Por essa capacidade de aproveitar as
condições naturais de rios com características parecidas, os
historiadores chamam a região compreendida entre a Mesopotâmia e o
Egito de “Crescente
Fértil”.
As
cidades da Mesopotâmia
As
primeiras cidades da Mesopotâmia originaram das aldeias onde a
população cresceu e seus habitantes diversificaram seus ofícios.
Foi o caso, por exemplo, de Ur,
Uruk, Nippur, Lagash e Eridu,
que surgiram ao sul da Mesopotâmia, na Suméria,
por volta de 4.000 a.C.
Nas
cidades, grandes construções foram erguidas, como templos
religiosos, casas,
prédios públicos, ruas, pontes e palácios. Ao redor de algumas
cidades foram construídas muralhas e
torres de vigilância. Os templos de poder nas cidades eram os
templos e o palácio real.
Ao
norte, na região dos assírios, grandes cidades foram construídas
também. Nínive foi
chamada no Antigo
Testamento de
“cidade extremamente grande”. Assur foi
a primeira capital do império assírio.
A
família na Mesopotâmia
As famílias
mesopotâmicas eram
diferentes das que conhecemos hoje. São chamadas por estudiosos de
“famílias
alargadas”, pois
eram formadas por avós, pais, filhos, tios, primos, netos, genros,
noras, todos vivendo sob o mesmo teto. Ao casar, o homem levava a
mulher para morar e trabalhar nas terras da família dele.
Mas
essa composição familiar não foi sempre assim. Com o passar do
tempo, por volta de 2000 a.C., as grandes famílias deram lugar às
famílias mais restritas, compostas por pais, filhos e algumas
pessoas próximas.
Muitas
famílias tinham seus próprios campos, plantações e rebanhos.
Graças às riquezas das terras férteis, algumas dessas famílias
tornaram-se mais poderosas que outras. Assim, começaram a surgir as
primeiras desigualdades
econômicas.
A
religião na Mesopotâmia
Os
povos mesopotâmicos eram politeístas,
ou seja, cultuavam diversos deuses ao
mesmo tempo, muitos relacionados à natureza. Por exemplo, Anu era
considerado o deus do céu; Ishtar era
a deusa da fertilidade e do amor; Enlil era
do deu do ar; Shamash a
divindade do sol e da justiça.
Eles
acreditavam que após a morte o espírito das pessoas ia para um
mundo inferior, um lugar sem retorno. Por esse motivo, homens e
mulheres queriam aproveitar ao máximo suas vidas, e talvez, por
isso, a juventude era considerada a melhor etapa da vida.
As
cidades tinham um deus protetor, e os moradores construíam um templo
para esse padroeiro. Mas algumas cidades tinham templos para vários
deuses. Só na Babilônia havia
cerca de 50 construções dedicadas à religião.
No
templo, os sacerdotes conduziam
as cerimônias religiosas. Eles também exerciam atividades
econômicas e influência política, sobretudo nas cidades sumérias.
O Zigurate era
uma típica construção religiosa. Era composto de várias
plataformas, sugerindo o formato de uma torre de vários andares. No
topo, era erguido o templo ao deus local. As torres também eram
utilizadas como observatórios
astronômico, de
onde os sacerdotes observavam o céu para estudar as estrelas.
A
escrita na Mesopotâmia
A escrita
suméria é
considerada a mais antiga do mundo. Por que será eles criaram a
escrita?
A vida
nas cidades mesopotâmicas tornava-se cada vez mais complexa. Os
sacerdotes, por exemplo, já não podiam confiar apenas na memória
para registrar os empréstimos de animais, o pagamento a
comerciantes, o controle de produtos estocados em seus armazéns,
etc. Por isso, eles inventaram uma forma de registrar que pudesse
ficar gravada, ou seja, a escrita.
A
partir de 3000 a.C, o uso da escrita ganhou outros espaços e passou
a servir para registrar ensinamentos
religiosos, leis,
literatura, etc.
Assim, os mesopotâmicos foram os primeiros povos a registrar seu
cotidiano.
Para
escrever, os sumérios utilizavam uma placa de argila
molhada e uma
peça de madeira ou metal em forma de cunha. Foi devido a esse
instrumento que a escrita ficou conhecida como cuneiforme.
Depois era só cozinhar a argila no forno para que a placa ficasse
rígida e os registros gravados.
Direito
na Mesopotâmia
Foi na
Mesopotâmia que criaram as primeiras leis escritas. O código mais
antigo que se tem conhecimento é o Código
de Hamurabi, rei da
Babilônia.
O
chamado Código
de Hamurabi reunia
normas sobre diversos assuntos da vida cotidiana. Trava de crimes,
questões comerciais, divisão social, casamento, herança, etc. Esse
conjunto de leis instituiu o princípio (ou lei) de Talião.
Uma vítima poderia se vingar praticando o mesmo mal recebido pelo
seu agressor. O princípio de Talião proporcionou a conhecida frase:
“olho por olho, dente por dente”.
Todas
essas normas foram estabelecidas a partir de costumes que já eram
praticados entre os povos da Mesopotâmia, mas só foram organizadas
em forma de leis a partir da escrita.
Política
na Mesopotâmia
A
partir do ano 2.000 a.C., o poder do rei começou a ser passado a
seus parentes, dando origem às monarquias
hereditárias. Na
sociedade mesopotâmica, o poder do rei estava ligado à religião,
pois ele era visto como uma pessoa enviada por deus para governar
aquela sociedade. Portanto,
a vontade do rei era também a vontade de deus.
Com o
passar do tempo, os reis dominaram boa parte da economia, controlando
uma série de oficinas, onde eram produzidos objetos de
metal, cerâmica,
tecidos, mobílias,
etc. Com exceção da elite, o restante da população masculina
livre era obrigada a fazer trabalhos para o rei. Poderia ser a
construção de palácios, de muralhas da cidade, canais
de irrigação, celeiros,
etc. A imposição dessas obrigações é conhecida como servidão
coletiva.
Cultura
na Mesopotâmia
A arquitetura desponta
como uma das principais expressões artísticas da Mesopotâmia,
principalmente os palácios e os templos. A escultura
e a pintura faziam
parte da decoração do interior das construções, e, geralmente
representavam seus deuses, os reis, a vida cotidiana, os guerreiros,
a criação de animais e as plantações.
Na literatura,
o principal destaque é a Epopeia
de Gilgamesh.
Trata-se de um poema escrito pelos sumérios por volta do ano 2000
a.C. Gilgamesh era um rei de Uruk e procurava a imortalidade. A
epopeia foi encontrada na antiga cidade de Nínive, em escavações
arqueológicas no
ano de 1849. Lendo essa história podemos observar diversos elementos
da mentalidade e da cultura dos mesopotâmicos, como a busca pelo
poder e a visão da vida e da morte.
Mesopotâmia
e Egito
O Egito
e a Mesopotâmia têm
muitas características em comum. Juntos, formaram as primeiras
civilizações da humanidade e contribuíram com a criação e o
desenvolvimento de diversas coisas que são essenciais para a vida
humana moderna.
Podemos
citar os rios
Tigre, Eufrates e Nilo como
condições fundamentais para a prosperidade das ambas as
civilizações. Graças às suas cheias, as regiões
desérticas que
compreendiam os dois povos, eram fertilizadas e produziam muitas
riquezas.
As
religiões eram politeístas,
baseadas em deuses ligados à natureza. Nas duas civilizações, a
religiosidade estava atrelada ao poder. Servia para legitimar o poder
do rei com a justificativa de ser um enviado de deus. No Egito,
especificamente, o faraó era considerado o próprio deus
encarnado.
Egípcios
e mesopotâmicos coexistiram e fizeram grandes trocas
culturais,
praticaram o comércio entre
seus povos e despontaram como grandes civilizações.
Características
da Mesopotâmia
Vimos
muita coisa sobre a Mesopotâmia até aqui. Aprendemos sobre cultura,
religião, história, política… Vamos analisar, através de um
esquema, as principais características dos povos mesopotâmicos e
ressaltar as coisas mais importantes que você precisa saber.
Sociedade
hidráulica (dependência dos rios Tigre e Eufrates);
Religião
politeísta (crença em vários deuses);
Monarquia
hereditária (poder
passado de pai para filho);
Invenção
da escrita (cuneiforme);
Desenvolvimento
da agropecuária;
Criação
de códigos registrados através da escrita (Código de Hamurabi);
Coexistência
de vários povos (sumérios, acádios, caldeus, amoritas e
assírios);
Surgimento
da astronomia (observação do céu pelos sacerdotes).
Curiosidades
da Mesopotâmia
Por ter
sido a civilização mais antiga, os mesopotâmicos foram precursores
de várias invenções e tecnologias da humanidade. Foram eles que
chegaram na frente ao descobrir várias técnicas, formas de
construção, desenvolvimento agrícola, etc.
A
roda, por exemplo,
foi inventada há cerca de 6 mil anos para o transporte de grandes
blocos de pedras utilizadas nas construções de templos
e palácios. Mais
tarde esse invento revolucionou os transportes e proporciona hoje a
utilização de carros,
aviões, bicicletas,
etc.
Os
canais e diques utilizados
na irrigação das lavouras até os dias atuais, também foram
criados pelos mesopotâmicos diante da necessidade de levar água
para plantações mais distantes das margens dos rios Tigre e
Eufrates.
Na matemática,
desenvolveram cálculos,
números e formas de calcular áreas. Graças à necessidade de
construir templos e palácios, a matemática teve que ser aprimorada.
História
é mesmo uma matéria incrível. Por meio dela, descobrimos como
viviam os povos antigos e quais legados eles nos deixaram. Podemos
perceber como os objetos, as técnicas, as formas de pensar foram se
desenvolvendo há milhares de anos até que cheguem aos dias atuais
cada vez mais aperfeiçoados.
E nós?
O que deixaremos como legado para
as futuras gerações? Daqui 2 mil anos o que falarão sobre nossa
cultura, política, religião? Qual o seu papel na sociedade?
Não
fique esperando o tempo passar. Seja agente da sua própria
realidade.